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Exposição sobre toxinas animais vai a escolas na Grande São Paulo

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CeTICS sobre Rodas mostra como é feita a pesquisa científica e incentiva alunos de escolas públicas e privadas a se tornarem cientistas (foto: Divulgação CeTICS)

Para que uma criança sonhe em se tornar cientista é preciso, pelo menos, que ela saiba dessa possibilidade. Melhor ainda se ela conhecer um cientista e ver como é feito o seu trabalho. Foi com base nessa premissa que a exposição CeTICS sobre Rodas se tornou itinerante e passou a visitar escolas públicas e particulares da Região Metropolitana de São Paulo.

A iniciativa é do Centro de Toxinas, Resposta-Imune e Sinalização Celular (CeTICS), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.

A exposição começou no Instituto Butantan, onde está instalado o CeTICS, e foi visitada por mais de 2 mil pessoas no período de um mês. Na semana passada, o CeTICS sobre Rodas começou a percorrer escolas públicas e privadas da Região Metropolitana de São Paulo.

“A ideia foi usar as pesquisas feitas no CeTICS e transformá-las em uma exposição móvel que chegue até alunos dos ensinos fundamental e médio. Nossa intenção é que a exposição sirva para que as crianças e adolescentes conheçam o que fazem os cientistas. Vendo nossas pesquisas, interagindo conosco, talvez eles possam começar a pensar em um dia se tornarem pesquisadores”, disse Mônica Lopes Ferreira, diretora do Laboratório Especial de Toxinologia e coordenadora de Ciência da Educação e Difusão do Conhecimento do CeTICS.

Ao todo, são oito painéis dispostos sobre rodas que apresentam o protozoário Trypanosoma cruzi e o zebrafish (Danio rerio), também conhecido como peixe paulistinha, modelo muito utilizado em pesquisa científica, e os animais: cascavel (Crotalus durissus terrificus), aranha-marrom (Loxosceles), lagarta-de-fogo (Lonomia obliqua), jararaca (Bothrops jararaca), peixe niquim (Thalassophryne nattereri), cujas toxinas podem resultar em novas aplicações na área da saúde, como anti-inflamatórios e pomadas.

“Apresentamos animais com que trabalhamos no CeTICS. Pesquisamos venenos e toxinas do ponto de vista de ferramentas biológicas, para encontrar substâncias dentro desses venenos que possam virar soluções para a saúde humana. A ideia da exposição é ser atrativa, despertar interesse. As crianças estão se interessando”, disse Lopes Ferreira.

A primeira escola a receber a exposição CeTICS sobre Rodas é o Colégio Adventista de Cidade Ademar, depois a exposição vai para o Colégio Adventista de Vila Yara, Colégio Talles de Mileto (Taboão da Serra) e Colégio Vital Brazil.

“Até dezembro, estamos marcando as datas e locais. Queremos levar a exposição para muitas escolas”, disse Lopes Ferreira.

Nos dias da exposição, pesquisadores vão às escolas e fazem palestras, conversam com os alunos. No fim, há um questionário para alunos, professores e comunidade responderem sobre a exposição.

“Os professores também participam e, com base no que está sendo apresentado na exposição, podem trabalhar em sala de aula com os alunos. O retorno tem sido emocionante”, disse Lopes Ferreira.

Mais informações: http://cetics.butantan.gov.br.

Maria Fernanda Ziegler/ Agência FAPESP